segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Healing Time

When you look inside yourself,
The color fades deeper and deeper
As your cold brightness heart
Seems like a ghost in a men’s eye. ..

Echoing doubts, a maze in circles,
Shadows playing hide and seek.
An absent yesterday,
Where naked scars don’t have time to heal completely…

Broken and insane without a happy ending,
Blind and upset living a lie…
You never intended to run away?
Fulfilling white pages with good intentions?

Echoing doubts, a maze in circles,
Shadows playing hide and seek.
An absent yesterday,
Where naked scars don’t have time to heal completely…

Endless days waiting for a new rise,
To forget all those lonely existences
A new color, a new figure, a new beginning,
A control panel without a remote control…

André Castro

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

(Re)Painting a Wall of Illusions

The rain decided to fall
And the blue sky, while upset, turns to grey.
The unloved ones are sipping on it
No one leaves… they want it all…

(Rain Sounds)

The contradictory movement of the blind cities
Consists in a blurry waterfall full of unconscious failures
Only the brave ones have the delight to make a bridge of new light hidings,
And what was been constructed is meant to be unbroken!

(Rain Sounds)

Denied reasons, turns tears into crystals
And on the shadow of the highway
A heartbeat is speeding up
The moon… is taking away her disguise to bless the sun…

(Rain slowing down, rise of a new day…)

André Castro

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Demagogo das Epístolas Brancas


Fonte

Castelo amarrotado em papel,
Sintomas em cascas de mel.
Esboços de traços faciais,
Que comece todos esses jogos triviais!

Pensar em permanecer,
Na matutice do nobre demagogo.
O brilhante das epístolas brancas,
Na sobreposição da falácia sobre a modéstia.

Sujidade crescente em poças de lama,
Acetato invisível em cacos de vidro.
Corte de papel ofegante,
Suor lacrimante de pele.

Mesura de espaços ocos em planícies ricas de sede,
Sede de fotogénese, síntese de qualquer coisa.
Qualquer coisa em construção interrompida,
Qualquer coisa em deflagração excessiva…


André Castro, Fevereiro/Junho 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Inocente Das Tiras de Papel


Em silêncio caminha o inocente,
O aprendiz rebelde das tiras de papel.
Envolto no manto branco dá aso,
Aso a peripécias em desconstrução de silabas.
                                                                  
Ruas pequenas de luzes fundidas,
Escuridão abafante em tons de suspense.
Caminhos incorretos de respiração ofuscada,
A introversão de um pulo e da dita alegria.

Ahhh!

Edificados pilares do ser em interrupção,
O soldar de vértices em jeito de configuração!
Reticências sem espaço,
Atitudes sem exclamação!

O pisar em inúmeras calçadas húmidas pelo mar…
Mar delicioso defronte do destino mimado de ternura.
Ausência de doce voz gera magnetismo de sensações concebidas pelo toque,
E vejo rabiscos no meu caderno, expressões não caligráficas, mas sentidas de coração

E complementa melodias em tais espaços sem compreensão,
E com todas as frases acabadas em “ão” proíbe-se de ouvir um não!
Seus passos vagueiam em perfeita sintonia,
Com a luz do luar e pesante sina…

E lá continua…
Siga em frente e troca o passo.
Encantador de espanto,
O desmistificador de todos os santos.

André Castro

sábado, 18 de janeiro de 2014

Une Maison Blue - Poetry Among The Shelf





There was a poem
Between her eyes
an electric silence
made a perfect no-named sense.

Outside the poem
lives life itself
her skin above me
a strong song upon a dream.

A noite está sentinela
e a musa despe o seu rosto
nua, querendo em nós um posto
somos o mocho nos seios dela
para nos lembrarmos
do vulcão da sabedoria.

com o melhor,
faço-te feliz;
com o tudo,
fico sem nada...
- o núcleo da sabedoria.

You are the poem
among my tongue
a boundless story
lies inside our finger-trees.

Outside this poem
lives life itself
my love inside your
opens Poetry among the shelf.

Lyrics and voice: Gavine Rubro
Guitar: Pensador Lunar (André Castro)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Cortes Suspensos* I


(I)
Tropeço na calçada portuguesa originária dos instintos racionais do ser humano,
Divago em pensamentos contraditórios com o cenário coincidente das tonalidades expostas nos quadros surrealistas.
Entoa vozes tremidas de um lado e de outro,
Mas.. por mais estranho que pareça há inexistência de caruncho, e a leveza de uma pena...
E sinto-me como uma personagem de ficção!

Mas não! Sou real!
Sangue circula em mil e uma velocidades,
Motor orgânico falha em limar suas arestas e extremidades,
Ora estou, ora não estou, ora finjo estar.

Confesso!! Fujo em abraçar a realidade,
Ela é negra e suja,
Imagino contornos de vermelho,
Nódoas de sangue por onde calco o meu pé..
Pessoas aleatórias, o mesmo contexto, um deficiente capitalismo.
E sempre o raio do mesmo disco,
Aquele que harmoniza mas não convence.

Por entre as gotas de chuva que borrifam minha face,
Algumas são colaterais, e não somos perfeitos não!
E amar sem pensar no status social?

(II)
E sufoco nestas chamas sem cinza,
Sem sinais de fumo auxiliante,
Abraçado em paredes brancas e com nódoas!
Em perfeita desordem e incapaz de encontrar a chave que coincide com a arca dividida pelos hemisférios equilibrados do miolo.
(…)
E em miolos de pão, rezam as fábulas que um pequeno jovem desenhava o seu trajeto para poder orientar-se na ruela hipnotizante…
Ruela que sacudia os medos afastava os abutres e fantoches de sua rotineira.
Ruela adjuvante do destino enigmático que cruzava todas as curiosidades por desvendar com adversidades picantes que seus ossos se faziam sentir.

(III)
Navegação psicadélica desadunada…
E tudo é nada e os indícios rupestres são tudo!
Castelo de areia ergue-se em rochas húmidas musgosas,
Pétalas de rosa abatem o cio do tempo.
Risos malandros do gato fadista emergem no piano sem som,
Sombrosos arrepios engolem o suor das premissas em reticências.
E tudo mantém a sua essência, gulosa por nacos de inspiração,
Com recheio de apreciação sem analogia,
Perdida em espaços de lama, onde os boémios querem tudo menos fama.
Caverna dos tesos, sítio dos enredos, sem recurso a presunçosos de epistemologia negra,
Furacão de insígnias flutuantes no imaginário eloquente,
Com argumentos de sorriso em todas as frentes.
Tributos a Deus Baco às vezes em sinal de dilúvio,
Apupos a ingénuos ociosos, os fura-vidas no tombar das portas da perceção.

André Castro


*Partes de Escritas Imperfeitas

domingo, 12 de janeiro de 2014

The Land To Discover


I drop the ashes over the sea,
I saw creatures that I want to always see.
I want to ride a dolphin!
I want to live in island!

Hidden from the sad eyes from the society,
Free like Robinson Crusoe in his glorious adventures.
Thinker like Verne in his novels,
Smart and careful like the true Homo-Sapiens in their hunting time.

Find a tribe of indigenous,
Sages of terrestrial culture!
Skilled with the tools offered from mother nature,
Clinging to time in desert atmospheres.

Be the savior of the human intellect,
Be the unknown immaculate in hours of battle,
Be the provider backbone of all solutions,
Be the spirit of the Gods in time of salvation.

Be Hercules of the modern times,
And I’m flying, yes! I'm flying...

André Castro

O Real É Uma Conversão De Desconserto


Recorda a ideia de futuro transmudado em presente

Despido tricolor em clima ausente

A bênção sem peso do eloquente diamante dos olhos abertos, dentro.

Quem dera que todo mundo fosse assim,
oceano de pedra aérea em chamas,
lúcido e tremendo...

Muitas voltas e contravoltas no trapézio de luz
nas metas entranhadas nos caminhos descalços do ser...

Fugaz nevoeiro, alimento combustível em peças de carvão,
Prossegue locomotiva com sonoridade distinta..
Tímpanos com zunidos,
Tacto mordaz e devorador,
A anti-anestesia, de contratempos com sensações infelizes de azia

Quando foi perguntada a sagaz nuvem,
o bebível enlace das estrelas
regozijou-se no arrepio de uma pele genuína
pela ingenuidade
permanecida num rosto de asa.

Segue, segue, segue,
A cabeça move-se,
de olhos fechados,
louca,
moribunda,
titã em si...

Os dedos mexem autómatos,
qual pianista desenfreado no seio
d'um piano em chamas...

Os irmãos nus das pérolas brancas,
vivem dentro,
fortes, invencíveis,
na ostra do mundo todo.

E saltam as notas saltintantes,
melódicas e hipnotizantes
de mentes incoerentes..
ou não!

Abram os olhos..
colocai o manto invisível,
e tudo é vosso...
e tudo é nosso!
Nada de terra do nunca!
nada de riqueza moribunda,
celeste e primordial..
Seremos o Peter Pan do dia do amanhã,
na terra do hoje no palácio do real
e voaremos..
Juntai, juntai...
estamos em voo...

Supersónico sem ardor
do atrito questionado pela física
sem paranóias imaginárias de arestas incompletas
pelo falso "tu"
e pelo falso "eu"...

Pela mentira das nomeações excessivas
das rotinas baças imperceptíveis
do frívolo...
uma leve andorinha pousa nos nossos pés
– já na atmosfera terrena - e pergunta-te:
Conheces a escultura "Le Penseur"
de Auguste Rodin?
Desenhou um ser,
ser-se em meditação absoluta,
cravando com uma incontável capacidade interna,
a inapagável resolução das coisas simples...
Conheces?
Eras tu há pouco,
enquanto criavas,
defronte do barro branco
da vida...

Mas como adeptos de coisas únicas,
a nossa carapaça move-se pela alma viajante
e conhecedora
das artimanhas corporais e carnais incutidas...
Ela é única na dedução verbal e não verbal das fugas intemporais circuncisadas no tempo e no espaço
de coisas lúgubres e agonizantes
a par dos seus antónimos e derivados.

Ela é a chama que sobressai através do suor em tua pele,
da minha pele...
Não tem asas...
mas não precisa realmente,
ela é e deixa ser o branco em clima negro,
o celestial em cenário louco
e varrido...

Ah!
e o cabal sentido da vida,
no seio do medo desvendado
sem réstia de ânsia que lhe possa caber.
Sejamos o não ter,
a volúpia sustenida num acorde ininterrupto de beleza,
metamorfose das facas invertidas ao inferno absorto
no prolixo em despensar
os momentos reais na inércia verdadeira
das existências habitantes em cada nome desverbalizado.

Na confusão das formas,
pequenos pixéis de sorrisos levam ao colo da configuração do azul,
a nomeação do anis nos corpos nus das musas defronte.

Tosse um pateta na colina da nossa plateia,
e sorrimos de novo:
o ruído absorve-se-nos música.

A consciência pertinente de uma nuvem nos dedos,
com suas fendas e caudas,
suas sensualidades e sensações,
suas velas voadoras em trilhos de fúria invertida.

Somos a vida circunscrita nos horizontes.

O perfeito traço melancólico da arte
foge a uma interpretação egoísta e tão só...
anseia pelo rodopiar do andarilho sorridente
em busca da luz nas contrariedades da lâmina da espada.
andarilho que embala
na voz da musa abstraída,
embarca na jornada da sua estadia,
nesta terra tão intervencionista
sem resultados à vista
em prol da sua população
que é tão reticente na loucura
e na busca dos seus ideais!

Grito!
nesta peça tão muda e tão profunda...
pela facada sem corte,
pelo sarar sem melhoria
em forma de sina.

Galopo,
entre arbustos de estátuas inanimadas
em sintonia com a incorrecta circunferência da face carente..
pela necessidade de uma correta abordagem,
pelo preenchimento da carência em falta...
Como as folhas de outono
sem cor e sem luz...
como uma moldura sem cor,
atacada pelo bolor do tempo renascente,
como um céu emundado pelas nuvens cinzentas
e pela teimosia da chuva ácida...
Mas faz o seu desenho e guarda as suas ferramentas..
guarda-as
pois, sem ousadias e covardia da dor sentida.

O pateta que se ri em terra perdida?
componho uma melodia
e vejo uma luva branca em direcção ao seu rosto...
e eu?
rio-me aparatosamente
e contento-me com a imperfeição dos animais racionais
imperfeitos

Poesia em estado bruto....
galopemos juntos,
então,
neste Pegasus
em trote sobre as alvoradas do peito...

Sim, gritemos!
HEY HEY HEY!
Lembras-te da viagem sobre o saco
que flutuava sobre a ribeira dos acasos?
Recordas a subtileza com que dedilhámos
a necessidade de cair na cascata
para saber como nadar,
saber como na água dançar,
saber como na água boiar,
saber como água: ser.

Lembras-te dos pontos de fuga
dos desenhos criados,
desconstruídos e recém-lançados
sobre a casa azul escrita a verde
nas emoções da aprendizagem mestre
do crescimento?

Alentas ainda
a bicicleta histórica com que acrobatizámos a coreografia
das resoluções intocáveis?

Eu sei, tu também...

Sim, gritemos!
Sim, HEY HEY HEY!
Sim, HEY HEY HEY!

E fora das falsas provações do ego
desvive um Baco em apupos de cio.

E em volta dos passos do sonho ramalhudo
nas pétalas do deslumbramento,
vive um firmamento de curiosidades atractivas,
imanes,
hímen fêmeo
puro
irreversível
ao seu amar.

Uma rajada de altivez ressoa falante
ao seu autor
porque entre ocaso e devoção
dança semicerrada em si,
a causa de tudo,
nervo em toque,
fogo em leque,
assunto que rebate
qual nada contra a corrente do expoente de tudo;
qual fragrância alavanca da noção física da alma
em simbiose
sem erro
humano...

Caminhei sobre o jardim de éden
e saciei a minha sede com as águas
não agrestes das suas fontes...
visualizei poetas de correntes literárias bebendo um copo de vinho
em folhas de uva,
e rindo-se de factos ocorrentes..

Talvez pela minha timidez em atravessar tais portais dourados
portando-me como um miúdo à procura de sombra
para analisar lugar tão místico...
Cocei minha fonte
e distraidamente embarrei com um fidalgo de ascendência britânica...
Era William Blake
menosprezando a sua obra
e olhando em seu redor
à procura da caneta dançante,
a sua mais que tudo..

Deliberadamente retirou seus óculos cheios de dedadas digitais
e mirou-me dos pés à cabeça...

Blake: - "Que pertinência..
temos um novo visitante que vai dizer que também escreve em sintonia com as notas proclamadas de Mozart e polidas de Bach!"

Visitante: - "Não senhor (....)"

Blake: - "ahhhh e não sabe quem eu sou..
que infortúnio..
sou a luz de Morrison
e o motor do arquitectónico e seu braço direito... Manzarek!"

Visitante: - "Oh... Sr. Blake!"
Blake: - (humpf...!)
e caminha ele pelo trajeto sob calçada de Da Vinci..

Visitante: (benze-se)
Blake: cite-se, visitante

A psicologia desdobra-nos em várias frontes,
segundo Freud e os seus seguidores
detemos o poder de adaptação,
o ser capaz de moldar a realidade no nosso terreno,
com as nossas "entranhas" bem abertas
a todo o tipo de fragrância ambulante e divinal...
a origem do "viver" constitui só por si uma - poética nua debaixo de folhas salteadas pelo inverno perverso,
que agita a nossa pele
e assombra a nossa lucidez-
um ser em raciocino com cabeça,
tronco e membros...
guiados pelas premissas societais
fartas de farturas
para engordar os desajeitados e chamados ao poder.

E sim galopamos e dizemos
"Hey!! Hey!!!"
A estação sazonal que vigora nesta altura
beija as nossas fontes vitais e pensantes
cobertas por fios coloridos de cabelo genético
da nossa dinastia
e ser de nossa existência.

Como tal
veremos um túnel com seus atalhos e raízes espinhentas...
o nosso trabalho não será ignora-las nem irradia-las...
Não!

Será apenas com a leveza toda
de nossas particularidades
dar-lhes um pequeno ajuste e acorrentá-las
à nossa jornada galopante e jovial...
sim
porque teremos rugas
mas seremos para sempre jovens susceptíveis
de amarguras e tragos de sapos
verruguentos e indesejáveis..

Visitante: (benze-se)
Blake (foge)

O hermético descobre-nos em vários montes.
o filosófico detém-se de pus
sobre pedras de neurónios
em estrugidos retorcidos de fraqueza.
pus desinfectados...
pela Poesia!

Pelas estações todas no copo da luz das certezas.
A nossa pele
é o avesso da memória
porque a memória é presente
quando se trava o medo na varanda da ira.

Às vezes há gente que raciocina em hidras
só com cabeça e sem membros que façam chão.

Hey Hey Hey!
e Meia noite da Lua!

Os poetas entram na caverna solta
com uma borboleta nos dedos e um pássaro na boca.
Têm frio.
Aquecem-se na consciência indelével
que palpita.

E a falta de vinho
fá-los ser vinho
sem álcool.

Entrem,
Sejam bem-vindos à exposição da estima.

Antes da multidão
o núcleo
Antes da imensidão
o pó,
Porque praia sem paisagem
é miragem
porque miragem sem olho
é sonho,
porque o sonho
é desperto
quando se crê.

Entra...
VisitanteS: (benzem-se) (sorriem) (gargalham) (levantam os braços, qual Wagner lúcido sem veneno) (e fecham os olhos, dentro)
  
André Castro & Gavine Rubro
Inédito


sábado, 11 de janeiro de 2014

A Caneta Sente, O Autor Escreve


Fotografia: Orlando Braga

Louvor ao interno dormidor,
Na interrupção do seu roncar.
Pela porta fora segue pelos arredores da cidade despida,
Empático com os poucos estranhos deparados na rua.

Agente estrangeiro em defesa da contrariedade,
Filosófico continuador de todas as linhas da estrada,
Sintonizador de imagens de cores realistas e presentes,
A audácia da sedenta caneta em prol do seu aristocrata.

Arcano persistente,
Oscilante entre o mundo físico e imaginário,
Na companhia de estranhas condutas inatas.
Que abafo de ar agradável e tão linear.

Em causa calcula a pureza patente,
Sentida e pernoitada em uma remota sensibilidade.
Apreensão? Reação? Tormento?
Artérias diferentes, paralelas e contínuas…

Prosseguidor de sentidos opostos,
Com pergaminhos complementares do seu parecer.
Ele abandona o altar exigente,
Sente e é filho de boa gente.

André Castro

Erro de Simbiose


União do Eu e do Ele,
Junção do Ele e do Eu,
Desenterro de artefactos inconscientes.

Farra de show,
Show de bola.

Encaixe de vocábulos em recreações sem nexo,
Banda sonora de ruídos,
Pateta permanece no topo da colina,
E a plateia despede-se sem cumprimento.
E fala, fala, e fala,
Dialeto físico para o ar.
Observação em labirinto sem igual,
Parece apreciar as correntes de ar.
E fala, e fala, e fala,
Silêncio por favor!
No meu mundo, no teu mundo!
Contento-me com as sombras apagadas do nosso ser.
Aqui, ali e arredores.

Silêncio por favor!
Aqui, ali e arredores.
Olhai para o céu coberto,
Ameaçado por Neptuno o Deus dos mares.

Silêncio por favor!
Introversão em tempos necessários,
Exaltação em sentidos contrários.
Recado ausenta-se em forma de nascente,
Presa em pano quente,
Afogado por películas linguísticas do parecer.

E o embrião de toda a criação?
E a prática de toda a arte?
Sonhamos pois…  ok!
E já agora, teoria sem prática?!
A teoria de embelezamento de contexto e espaço?

Acordai, Acordai! Por favor!
Ah ignorantes meus amigos!
Ignorantes minhas gentes!

Teatro em local próprio,
Ação em tempo real.
Oh! Sejamos a nossa identidade!
Não de papel! Não de crachá!
Sejamos a essência dos ancestrais!
Dos artistas! Desde poetas a performers!
Viremos a todas às direitas e porque não umas quantas esquerdas?!

E viva às antíteses!
O tudo é nada!
Os gestos falam..
E a conversa continua…

André Castro

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Haja Luz!

LUZ

Tão distante, e tão perto.
Olhar vadio, desnudo e tão só.
Que arrepio atravessa minha pele!
Íris espreguiça-se e reivindica luz..

Essa luz que,
Ilumina todas as sombras ocultas,
Premeia o pensamento através da ação,
Clama palavras nuas e mudas.

E... haja luz!

Tudo acontece ou deixa acontecer,
Com tonalidades para tingir o cinzento teimoso,
Sem normas para alternar o tempo e o espaço,
Tendo singularidade para provar alguma originalidade.

E… haja luz!
De forma a provar os pós celestiais de inspiração,
Levitar e deixar de estar preso ao chão,
Ser característico e tocar no canto do azul…

Haja Luz!

André Castro

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Configuração De Fragmentos


O que nos coloca mudos,
Entre tornados de palavras e gestos,
Os sorrisos disfarçados conseguem ser audazes,
No desenrolar perspicaz da pessoa perícia!

Abastado em manto refletor,
Seus dedos bailam, seu olhar vagueia,
Seus membros dançam, sua audição aguça,
Deambula na sala de cores e deixa tocar uma silenciosa melodia.

Sim… uma silenciosa melodia…
Cheia de tons e meios-tons!
De colcheias e semicolcheias!
Abriremos as portas da perceção às novas ideias!

E…

Sim! Fugiremos do confuso labirinto!
Sim! Cavaremos o sentido inverso das palavras!
Quebraremos o espelho maroto!
Brindaremos à inocência em bicos de pés!

Sejamos nós e só nós…

André Castro
29/11/2013

The Breakthrough Of The Misunderstanding Time



Each time i have different tones of dreams,
I organize their kinds of hues,
Wondering when my wings will won freewill,
To fly to somewhere else searching for hope...

Looking for a:

A landmark of fate,
A stripe in my own land,
A unborn wake-up,
A stone lime in the respective place.

So:

Let's finish the prohibited signs,
Let's paint them and throw them to the sky,
Let's ask to a cloud to raise us,
And yes! Let's slide the rainbow!

Respecting my nature,
Everything I see will come true.
Follow me in this journey!
Our feet in time will be seen and not forgotten.

The breakthrough of the misunderstanding time...

André Castro
2013/15/11

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Não sou brinquedo não!


Variação de artimanhas,
Ventos contrários que tanto trespassam!
Não sou brinquedo não!
Carne e osso constituem minha capa!

Curvas erradas, atalhos paralelos e manhosos...
Afasto-me de calhaus e mais pedras por estratégia,
Desvio-me de poças de lama por cautela.
Não, não há pressa! Corro quando necessário…

Não sou brinquedo não!
Carne e osso constituem minha capa!
Obelisco da minha existência se ergue,
Em torno do pensamento, sentimento, virtude e ousadia!

Força e saber de Órion,
Corre nas veias proeminentes deste ser humano.
Dotado com experiência sem igual,
Parte em busca da glória e não da infâmia!

Não sou brinquedo não!

André Castro 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Olhar de Falcão


Estragos mentais em deserto ardido,
Garra e determinação frontal.
Atitude de soldado em território familiar,
A ideia de solução, um instinto com noção!

Dor de agonia, o céu tremido,
Não sente o chão, ansiedade de anestesia.
Repouso forçado, luta em pausa.
Prolongamento em outro cenário…

Luzes, luzes, luzes!
Vozes, Vozes, Vozes!
Toques, Toques, Toques!
Silêncio… “tic tac, tic tac”

Dia, noite, dia mais noite,
Sonhos.. sonhos! Com cores!
Cores emprestadas do arco-íris,
Mensagens sublimares… indicações de trilho…

Gritos, angústia, desespero!
Força, raiva, desilusão!
Subida aos céus,
Noite cai, estrela nasce….

Presença cintilante,
Que arrepio tão grande!
Constelação de estrelas,
Território de ursa maior.

Diferentes noites, diferentes dias…
Frio subtil, limpeza de lágrimas.
Saudação ao azul do céu!
Saudade do olhar de Falcão…

André Castro
"Miúdo"

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lost & Found


I need my own time to realize
The mistakes I’ve done
I wasted too much time in things I should be aware
I’m lost in the way, I need to go back... go back

I got caught in the middle of the scrubs
Vanished all my sanity
My sense of right and wrong brought me back
Now I’ve got to built a map and draw a line

I’ll be feeling better oww.. I know I know
Take my hand and you’ll see
Who are you, who am I?
Nobody knows, guess nobody cares...

I need my time, I need my time!
Wake me up and see the signs

Rooted between walls
I couldn’t see the shiny sun
I catch to much rain
Now I need to rest

I need my time, I need my time!
Wake me up and see the signs

I shall open my eyes to the real world
And see the real taste
Some things will be fake, others I only will miss the train
I need my time, and no other time

(Hey! Hey! Wake Up!!)
I was lost I’m ready to be found…

André Castro

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sem Título X


Estrutura do argumento
O apego e o salto para o palco,
Improvisação e seus tiques.
Eclosão do sentimento reprimido…
(…)
Tão distante, tão secreto, tão divagante,
Agitação oca em pensamentos abstratos.
Ápice introspectiva,
A fuga às falácias, aos enganos… a imposição de respeito!
(…)
Rumos incertos?
Ponta dos pés à beira do precipício?
A exposição da antítese!
Anunciada a retirada do valente…

André Castro

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Outtake


Fonte

“Rec.”
Fita em marcha
A alma em clima ausente
Claridade perfura janelas
Corpo ilumina, mente branqueia

Sons desalinhados
Entoações desafinadas
O ser e o parecer
Afiguração e produção

Alinhamento incerto
Trilha fúnebre
Pesado feitio
Um saco de ossos por um fio

“Pause”
Gritos, afinações, entoo
Alento, precisão, modéstia
Recreação, reciclagem, apreciação
Menos palavras! Mais ação!

“Rec.”
Apupada vivida
Crise de inspiração sentida
Dedilho em Mi
E todo o percurso em Si

Névoa decrescente
Arco-íris em constituição
Deslizar com um pé
Abeirar com os dois juntos

Pote de ouro descoberto
Não chega ser esperto
Pensar e agir
O corte do fingimento e da teimosia…

“Stop”
Fim da sinfonia

André Castro

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Empty Spaces


Picture

It is doubful to find a way
When you have something left to say.
Some bruised wounds
Always get confused on a lack of words..

So..

The fear burns like fire
While complaints are left in the desert...
There is a blind view with no sense
Empty spaces arises without a complete sentence!

You want it all alone
Erasing all the flame floors!
You don't seem to be afraid of stepping the hot coals
You want it all alone, you want it all alone...

Cold feelings are scattered in the void...
Come on! Let go! Let go!
Empty your mind!
Free your soul!

And I say it again..

The fear burns like fire
While complaints are left in the desert...
There is a blind view with no sense
Empty spaces arises without a complete sentence!

...

André Castro

quinta-feira, 20 de junho de 2013

The Clown On The Top Of the Hill


Speaking without thinking
Imagine without dreaming
Misfit’s steps
The pretending and the acting

Whirlwind of unfixed parts
A dull reflection
Fame and shame
The projection of the unbreakable stone

“Oh Yes!”
I don’t care about the present
I don’t mind about the past
I just want to be liberated
Cause I’m meant to be wild

Paper under water
Blurred letters creating mold
When begins the heat?
To start the dissipation of the grumpy being!

“Oh Yes!”

I don’t care about the present
I don’t mind about the past
I just want to be liberated
Cause I’m meant to be wild

Yellowish green of the grass
Where the clown is on the top of the hill
May he be free?
Or it has to do always the same function by putting others laugh?

“Making Peace Not War...”


André Castro