sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Não sou brinquedo não!


Variação de artimanhas,
Ventos contrários que tanto trespassam!
Não sou brinquedo não!
Carne e osso constituem minha capa!

Curvas erradas, atalhos paralelos e manhosos...
Afasto-me de calhaus e mais pedras por estratégia,
Desvio-me de poças de lama por cautela.
Não, não há pressa! Corro quando necessário…

Não sou brinquedo não!
Carne e osso constituem minha capa!
Obelisco da minha existência se ergue,
Em torno do pensamento, sentimento, virtude e ousadia!

Força e saber de Órion,
Corre nas veias proeminentes deste ser humano.
Dotado com experiência sem igual,
Parte em busca da glória e não da infâmia!

Não sou brinquedo não!

André Castro 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Olhar de Falcão


Estragos mentais em deserto ardido,
Garra e determinação frontal.
Atitude de soldado em território familiar,
A ideia de solução, um instinto com noção!

Dor de agonia, o céu tremido,
Não sente o chão, ansiedade de anestesia.
Repouso forçado, luta em pausa.
Prolongamento em outro cenário…

Luzes, luzes, luzes!
Vozes, Vozes, Vozes!
Toques, Toques, Toques!
Silêncio… “tic tac, tic tac”

Dia, noite, dia mais noite,
Sonhos.. sonhos! Com cores!
Cores emprestadas do arco-íris,
Mensagens sublimares… indicações de trilho…

Gritos, angústia, desespero!
Força, raiva, desilusão!
Subida aos céus,
Noite cai, estrela nasce….

Presença cintilante,
Que arrepio tão grande!
Constelação de estrelas,
Território de ursa maior.

Diferentes noites, diferentes dias…
Frio subtil, limpeza de lágrimas.
Saudação ao azul do céu!
Saudade do olhar de Falcão…

André Castro
"Miúdo"

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lost & Found


I need my own time to realize
The mistakes I’ve done
I wasted too much time in things I should be aware
I’m lost in the way, I need to go back... go back

I got caught in the middle of the scrubs
Vanished all my sanity
My sense of right and wrong brought me back
Now I’ve got to built a map and draw a line

I’ll be feeling better oww.. I know I know
Take my hand and you’ll see
Who are you, who am I?
Nobody knows, guess nobody cares...

I need my time, I need my time!
Wake me up and see the signs

Rooted between walls
I couldn’t see the shiny sun
I catch to much rain
Now I need to rest

I need my time, I need my time!
Wake me up and see the signs

I shall open my eyes to the real world
And see the real taste
Some things will be fake, others I only will miss the train
I need my time, and no other time

(Hey! Hey! Wake Up!!)
I was lost I’m ready to be found…

André Castro

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sem Título X


Estrutura do argumento
O apego e o salto para o palco,
Improvisação e seus tiques.
Eclosão do sentimento reprimido…
(…)
Tão distante, tão secreto, tão divagante,
Agitação oca em pensamentos abstratos.
Ápice introspectiva,
A fuga às falácias, aos enganos… a imposição de respeito!
(…)
Rumos incertos?
Ponta dos pés à beira do precipício?
A exposição da antítese!
Anunciada a retirada do valente…

André Castro

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Outtake


Fonte

“Rec.”
Fita em marcha
A alma em clima ausente
Claridade perfura janelas
Corpo ilumina, mente branqueia

Sons desalinhados
Entoações desafinadas
O ser e o parecer
Afiguração e produção

Alinhamento incerto
Trilha fúnebre
Pesado feitio
Um saco de ossos por um fio

“Pause”
Gritos, afinações, entoo
Alento, precisão, modéstia
Recreação, reciclagem, apreciação
Menos palavras! Mais ação!

“Rec.”
Apupada vivida
Crise de inspiração sentida
Dedilho em Mi
E todo o percurso em Si

Névoa decrescente
Arco-íris em constituição
Deslizar com um pé
Abeirar com os dois juntos

Pote de ouro descoberto
Não chega ser esperto
Pensar e agir
O corte do fingimento e da teimosia…

“Stop”
Fim da sinfonia

André Castro

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Empty Spaces


Picture

It is doubful to find a way
When you have something left to say.
Some bruised wounds
Always get confused on a lack of words..

So..

The fear burns like fire
While complaints are left in the desert...
There is a blind view with no sense
Empty spaces arises without a complete sentence!

You want it all alone
Erasing all the flame floors!
You don't seem to be afraid of stepping the hot coals
You want it all alone, you want it all alone...

Cold feelings are scattered in the void...
Come on! Let go! Let go!
Empty your mind!
Free your soul!

And I say it again..

The fear burns like fire
While complaints are left in the desert...
There is a blind view with no sense
Empty spaces arises without a complete sentence!

...

André Castro

quinta-feira, 20 de junho de 2013

The Clown On The Top Of the Hill


Speaking without thinking
Imagine without dreaming
Misfit’s steps
The pretending and the acting

Whirlwind of unfixed parts
A dull reflection
Fame and shame
The projection of the unbreakable stone

“Oh Yes!”
I don’t care about the present
I don’t mind about the past
I just want to be liberated
Cause I’m meant to be wild

Paper under water
Blurred letters creating mold
When begins the heat?
To start the dissipation of the grumpy being!

“Oh Yes!”

I don’t care about the present
I don’t mind about the past
I just want to be liberated
Cause I’m meant to be wild

Yellowish green of the grass
Where the clown is on the top of the hill
May he be free?
Or it has to do always the same function by putting others laugh?

“Making Peace Not War...”


André Castro

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Let Me Be

In the land of broken dreams
I don’t know where my head is at
Fill the pages of blue ink
My desires are listed down

So, let me be
And I show you how
Let me play
And my fears won't been seen

Blessed gift that God gave me
May let my mind escape
Running between the bushes
Playing hide and seek

So, let me play
And I show you how
Let me be
And my fears won't been seen

Let me be

André Castro

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Portrait

Remembering when I was a kid
A innocent electric psyche
A smile to everyone
A portrait on my mind

Confort ceiling of my land
An motivation for all my path
Construction of a lonely bridge
The fitting of my natural being

Chorus:
I stay on my way
A picture i see everyday
The wind, the sun, the field
My bright light, my shield

A place, a shelter
A nest, my safe
A piece of a riddle
A part of myself

(Instrumental)

Chorus:
I stay on my way
A picture i see everyday
The wind, the sun, the field
My bright light, my shield

André Castro

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Fidalgo Anárquico

Adicto de vícios proibidos,
Segue o proclamador dos cânticos líricos!
Pigmentados de versos sem igual,
Erradica a sinuosidade do seu intelectual.

Envolto em contrastes de cor,
Nos vincos amargos de seu teor.
Simplifica métricas de diferente sabor,
Ímpar a distintas formas de dor.

Dominado pela filosofia sem retorno,
Percorre estradas, beiras e figueiras sem dono.
Fluente de língua, o fidalgo cultural,
Dá asas a peças de molde escultural.

Pormenores de artista impertinente,
Vigente, audaz, perspicaz!
Inteligente, decidido e mordaz,
O anárquico de ócio efervescente…

André Castro

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Making My Days


According to my head I’m a saint,
That’s what I think.
Or else I’m away so far away.
Yes, maybe I’m an innocent man!

Jumping cloud to cloud,
My self-defense is softer.
While I lie down to rest,
All the motions are much slower.

Dancing between the shadows,
I conquer wonderland without employment.
My mind travels without paying taxes,
Yet I’m not grounded for lack of payment...

Jumping cloud to cloud,
My self-defense is softer.
While I lie down to rest,
All the motions are much slower.


Yeah Yeahh

In the middle of blue,
I'm making my days something new.
I'm above the mirror of the sky,
Guess who knew?!

André Castro

domingo, 12 de maio de 2013

Untitled V


Anesthetized world,
Against all the burning wounds.
Symptom without emotion,
That only appears in science fiction.
 
Displaced from reality,
Everyone is lost in guilt.
As each one are hurt in expressions,
There’s no time for complete changes.

Trapped in a box,
Covered with nasty rain.
An empty feeling walks by,
Meanwhile a grey cloud covers it all...

Antidote without greed!
A free speech for all the human being!
Can we be free?
Or just pretending to be?

André Castro

sábado, 11 de maio de 2013

Shine On!


Walking backwards,
Deduction of a mistake.
Guessing the weather,
Still believes with faith.

Allergic to feelings of stone,
He is not made of iron.
The no name soldier,
Goes for glory, gives life a story!

Shine on!, Shine on!

In a delayed flight,
All sorrows come from within.
With strength and coolness,
All kinds of errors are out of sight.

A piece of wood,
Becomes a white flag
Development of new a chapter!
While he calls for peace and not war!

Shine on!, shine on! I say!

Words of wisdom
Pursues the desired trajectory.
Pale pages are filled with ink,
And you, what you think?

André Castro

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Tanta saudade, sim é verdade"

Teimosia em prolongar o tempo,
Ficar naquele lugar horas sem fio,
Entreter-me com anúncios sem jeito,
Rir e estar em pleno direito.

Envolver-me na confusão pacífica da cidade,
Esquecer que tenho regras por cumprir,
Deixar tudo andar e apenas sorrir.
Tanta saudade, sim é verdade.

Observar os carros em andamento,  
Procurar saber onde me meto.
Estar atento a todo movimento,
Preferência por sentir cada momento.

Atraso o passo,
Penso no infinito.
Da imaginação dou aso,
Na realidade dou um abraço.

Tanta saudade, sim é verdade…

André Castro 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sonho Escondido

Oiço salpicos de água doce,
Abro o caminho e investigo.
Envolvo-me no grande nevoeiro,
Sinto-me singular e não apenas curioso.

Escuto sons,
Respeito a mãe natureza.
Meu ouvido relaxa o meu sexto sentido,
Começo a dançar e perco a sensação de perigo.

Foco o meu olhar,
Tento penetrar os vários tons brancos e disfarçados.
Quero ir além fronteiras!
Pretendo conjugar a audição com a minha visão!

Saboreio as águas da chuva,
Sinto-me único!
Finto os arbustos e começo a correr,
Tropeço e deixo-me cair…

Fecho e abro os olhos,
Silêncio invade um cenário alternativo.
Apercebi-me que era tudo um sonho,
Socorro-me aos acordes melódicos e vivo.

Componho a banda sonora de um enigma,
Fantasio em forma de desenho,
Concluo a capa e contracapa de um sonho.
Escondido, confuso e porque não, multicor…

“Tenho um sonho escondido,
Algures por aí..”

André Castro

"Prazer de Sentir"


Fotografia: Piedade Araújo Sol

Um prazer guloso..
É bom sentir a areia trapalhona nos dedos dos pés,
Respirar em plenos pulmões o ar marítimo,
Eliminar temporariamente os cheiros das grandes cidades.

É fenomenal!
Deixar-se abraçar pelas ondas do mar..
Sentir o frio e a posterior reação da nossa pele,
Correr, esticar-se, saltar na areia húmida!

É mágico..
Sentir o calor do sol passeando no nosso corpo,
Observar a areia brilhante
E ter a necessidade de fazer um castelo!

É sentir-se honrado,
Por gravar as nossas iniciais.
Deixar pegadas por aqui e por ali,
E ficar com um sorriso estampado sem fim.

Prazer de Sentir

André Castro

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sem Título IX


Frio primaveril
Que frescura esta que toca em minha pele!
Oiço palavras sem fio condutor
Salteadas sem tempero nem sabor!

Vocabulários caros,
Em tempo de crise!
Meio-termo basta!
Arrumai! Arrumai.. para os lados!

Pedras da calçada,
Inconformadas e poucas sem cor
Cinzentas umas, brancas as outras
Contorno algumas, faço ouvido de marcador

Sem plano, sem mapa
Sigo o trilho sem dor
Faço um asterisco
Nunca com furor..

André Castro

Turista do Destino


Passeio no deserto
Enfrento tempestades de areia
Aclamo palavras ao vento
Junto grãos de mania

Simples, peculiar, astuto
Prossigo um caminho traçado pelo destino
Sou turista embalado em corrida
Teimo em não acreditar numa vida despida

Sigo o caminho da luz
Aquela que aquece a minha carne
Que faz-me sentir que estou vivo!
Sigo lembranças de aquilo que sou..

O que a vida proporcionou..

André Castro


O Amor Existe?


Tropeço nos poros do destino.
Transições de época,
Desvio de poças de água
À procura de um abrigo..

História típica de um filme
Não sigo um guião específico
Sou protagonista, e não assento
Rabiscos aleatórios em manifesto..

Incógnitas sem resposta
Recreações sem explicação
Acaso, passageiro, residente..
O amor.. onde está?

Passeio no meu recreio
Abraço sem receio
De passagem, e por vezes de estadia..
O amor existe?

Pergunto eu?

André Castro


Dias Malandros


Dias malandros rondam o meu pátio
Minha respiração compromete
Meu sorriso não é o mesmo
Olho, penso, logo existo

Sinto o paladar das aventuras vividas
Contemplo minha audição com palavras ouvidas
Ando em círculos, e tudo tem de ser a mesma coisa
Observo a janela do meu quarto e é tudo a mesma teimosia

“Que fardo!
Que tédio!”

Roda o disco e toca o mesmo
Já não apelo à diferença
O mundo padece de uma diferente doença
Sim.. roda o disco e toca o mesmo..

“E que tal olhar para trás?!”
Invisto na recordação
É o que pede o meu coração!
“Isso também é felicidade”..

André Castro