Amanhecer, viver e prolongar o dia seguinte.
Encaramos a folha branca pousada em cima da mesinha de cabeceira e planeamos não escrever nada.
É o tempo em clima de água doce.
Passo a passo respiro pausadamente, e o tempo que passa pelas minhas mãos arrogadas, é um mimo de afeto, uma lufada livre de tarefas…
Releio memórias em tons de sorrisos, arrumo a escrevaninha das recordações economizando esforço para não desperdiçar esta minha simpatia…
Alinho os quadros das ausências prolongadas, para uma tarde lembrar os beijos que passaram pela minha face.
Na troca de galhardetes tenho um momento de pura lógica...
É o tempo em clima de água doce.
Em tempos de descoberta intensificamos o amor pelo novo, pelo próximo,
Intensificamos o carinho em constante repetição,
Não há iteração de erro, pois em todos os defeitos, componho todos os acertos…
É o tempo em clima de água doce.
Viver é paciência, é intensidade, é não abandonar o cenário que Deus nos proporcionou.
A partilha da essência do meu ser, será o meu passo de dança para com qualquer vida imaginada…
E é assim… o tempo em clima de água doce.
André Castro
Maio 2016
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domingo, 21 de agosto de 2016
Beliscos II
I
Pedra mármore em deserto ilusão,
Matraquilho castrado pela sentinela despida,
Sono arrefecido pelo oásis safira,
O bocado de pão em boca desmedida.
II
Vício em sangue de tom doce,
Palpitar de hipotálamo em fase crescente,
Sol nordeste vento baldio,
Sons de corte em balde sem vazio.
III
Tinta barroca em cisnes pirateados,
Moldes de riso em sombra dançante,
Vinculo de tom absoluto,
Falácia de valsa em luto.
IV
Analfabeto em grego,
Temporal risonho em indiano,
Falsete sem espadachim,
O ridiculo em solo efervescente.
V
Pedras urbanas em quarto minguante,
Palacete em estrela lunar,
Fresco sobre cinza,
Tinta em sinônimo de empatia.
VI
Íris compilada,
Filtros amarelados,
Enchente ar pulmonar,
Degustação de lado tropical.
VII
Tempero salgado,
Soluço binário de foco,
Sentido abstracto na moeda fictícia,
Medusa em sumo de calor adoçado pelo vértice de Pitágoras,
Jogo de contraste no arbítrio sinfônico,
Acidez limoeiro, mel sobre hipótese.
VII
Espasmos diâmetros em sede fugaz,
Alcateia desvanece em incenso benjamim,
Fogo que arde almeja a alma inocente do cavaleiro sem cabeça,
Sórdido armário em cabides desnudos,
O patentear do sonho em coração armado,
Felicidade nas pontas dos dedos flagrados pelo palato das gotas rupestres,
O cetim em cerimónia magistral no seio do arco Galiléia.
André Castro
Beliscos/ Escritas incompletas
Agosto 2016
Pedra mármore em deserto ilusão,
Matraquilho castrado pela sentinela despida,
Sono arrefecido pelo oásis safira,
O bocado de pão em boca desmedida.
II
Vício em sangue de tom doce,
Palpitar de hipotálamo em fase crescente,
Sol nordeste vento baldio,
Sons de corte em balde sem vazio.
III
Tinta barroca em cisnes pirateados,
Moldes de riso em sombra dançante,
Vinculo de tom absoluto,
Falácia de valsa em luto.
IV
Analfabeto em grego,
Temporal risonho em indiano,
Falsete sem espadachim,
O ridiculo em solo efervescente.
V
Pedras urbanas em quarto minguante,
Palacete em estrela lunar,
Fresco sobre cinza,
Tinta em sinônimo de empatia.
VI
Íris compilada,
Filtros amarelados,
Enchente ar pulmonar,
Degustação de lado tropical.
VII
Tempero salgado,
Soluço binário de foco,
Sentido abstracto na moeda fictícia,
Medusa em sumo de calor adoçado pelo vértice de Pitágoras,
Jogo de contraste no arbítrio sinfônico,
Acidez limoeiro, mel sobre hipótese.
VII
Espasmos diâmetros em sede fugaz,
Alcateia desvanece em incenso benjamim,
Fogo que arde almeja a alma inocente do cavaleiro sem cabeça,
Sórdido armário em cabides desnudos,
O patentear do sonho em coração armado,
Felicidade nas pontas dos dedos flagrados pelo palato das gotas rupestres,
O cetim em cerimónia magistral no seio do arco Galiléia.
André Castro
Beliscos/ Escritas incompletas
Agosto 2016
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Escritas
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Beliscos I
(I)
Densa floresta sob tempestade bipolar.
Uivos arcaicos na metamorfose do ser.
Perdição no tempo, durante a ausência das apóstrofes não ouvidas.
Roteiro cravado nas asas invisíveis.
O deambular das pedras salgadas em clima de água doce.
O coração abrigo no despir das palavras ofegantes.
E todas aquelas afirmações chave, fumegando em toda a estrela cometa...
Uivos arcaicos na metamorfose do ser.
Perdição no tempo, durante a ausência das apóstrofes não ouvidas.
Roteiro cravado nas asas invisíveis.
O deambular das pedras salgadas em clima de água doce.
O coração abrigo no despir das palavras ofegantes.
E todas aquelas afirmações chave, fumegando em toda a estrela cometa...
(II)
Mãos de manteiga no cantarolar dos cisnes puros...
Fragrâncias em tons de silêncio que se infiltram nos cantos rupestres da luz...
Pulso ocular no sentir frio lunar...
Sentado diante a fogueira, na varrida dos ventos sonoros.
Fragrâncias em tons de silêncio que se infiltram nos cantos rupestres da luz...
Pulso ocular no sentir frio lunar...
Sentado diante a fogueira, na varrida dos ventos sonoros.
A.C. Janeiro 2016
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Cortes Suspensos II
(I)
E na palma temporal surge o frio suspiro de emoções mudas, envoltas de palavras órfãs.
Começa a dança de olhares tímidos, e invisíveis beijos são proporcionados.
E na palma temporal surge o frio suspiro de emoções mudas, envoltas de palavras órfãs.
Começa a dança de olhares tímidos, e invisíveis beijos são proporcionados.
(II)
Aquela noite recheada de tonalidades camaleónicas a olho nu.
No bater de asa em tom maior.
No auge do ruído cardíaco em paz de amor.
A noite de emoções de passe livre sonoro.
Aquela noite recheada de tonalidades camaleónicas a olho nu.
No bater de asa em tom maior.
No auge do ruído cardíaco em paz de amor.
A noite de emoções de passe livre sonoro.
(III)
O gato era astuto de natureza, artista por desafio.
Entre os silêncios gestuais, desenrolava os sopros de palavras cruzadas sem acentos...
O gato era astuto de natureza, artista por desafio.
Entre os silêncios gestuais, desenrolava os sopros de palavras cruzadas sem acentos...
(IV)
No oceano das mágoas de cristal, a claridade assombra as bússolas corrompidas pelo tempo em construção.
Paisagens categóricas em forma de enigma responde na troca de linhas paralelas de poesia, nossa grande amiga. Viva a poesia.
No oceano das mágoas de cristal, a claridade assombra as bússolas corrompidas pelo tempo em construção.
Paisagens categóricas em forma de enigma responde na troca de linhas paralelas de poesia, nossa grande amiga. Viva a poesia.
(V)
Frio interrompido em pausa gramatical.
Baloiçar das silvestres folhas na maratona de sentidos opostos.
Esfera em pingos de luz na eclosão de uma estrela massiva...
Frio interrompido em pausa gramatical.
Baloiçar das silvestres folhas na maratona de sentidos opostos.
Esfera em pingos de luz na eclosão de uma estrela massiva...
(VI)
Passeio de ecos nas redondezas da alma.
Um piano desafinado sensível ao toque.
Um baralho de cartas na ausência de um Ás de Espadas.
Passeio de ecos nas redondezas da alma.
Um piano desafinado sensível ao toque.
Um baralho de cartas na ausência de um Ás de Espadas.
(VII)
Mergulho em Vénus saciando a sede que nunca está ausente.
Com lápis faço esboços auxiliares sob as memórias trapézias.
Em ventos solares contorno pedras de toques minerais.
Mímica de ave noctívaga, sonhos de cardinal e vogal..
Mergulho em Vénus saciando a sede que nunca está ausente.
Com lápis faço esboços auxiliares sob as memórias trapézias.
Em ventos solares contorno pedras de toques minerais.
Mímica de ave noctívaga, sonhos de cardinal e vogal..
A.C. Janeiro 2016
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Translucidez
Pedra de chama ardida,
Incidente em círculo desnudo.
Fronte vista desprevenida de premissas,
Automatismos cercados por largas correntes…
Impercebível toque de mediação,
Em interna constelação de eupatia.
Dedução de fuga circuncisada em tempo e no espaço,
Ora detemos o branco em clima negro, ora o negro em clima
branco…
Agitação de pixéis em configuração local,
Traço delineado em devaneio não inanimado.
Fios de saudades de toque,
Uma particularidade sob efeito constante de choque…
André Castro
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sábado, 10 de janeiro de 2015
Sem Título XI
Ser Humano em abstração
Sujeito ausente sem clareza.
Espaços vazios entre linhas,
Nomeações inequívocas em percalço.
Sentir da matéria inanimada,
Toque subtil de proteção…
Vista do espelho trapézio,
Recordações em forma de agitação.
Sobreposição de ecos externos,
Nas palavras apagadas, erradas e incoerentes.
Estratégia de colmatar falha,
Um riso de apagar dor.
Desapego sem rasto,
Luz com algum brilho.
Claridade em evidência,
Susto frio no desregular da melanina…
André Castro
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Escritas
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
H.F.L.
More than we ever know
We may understand that between distant paths,
This was our last embrace…
Yielding to a set of scattered scars on cold coal
Whips of expressions
In the deep of what we have found.
Time rhythms became slow…
And that precious gold and silver… was never found…
Rusty beat of a breaking heart…
Voice unkind in the back of our mind
Encrypted notions that everything was over,
In a parade of illusions of healthy relations
Now it’s cold and shallow
And the ceilings falls apart of unprotected wounds...
So, let’s rest until tomorrow
Will bright lights rise on this sea of sorrow?
Hope For Love
André Castro
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Healing Time
When you
look inside yourself,
The color
fades deeper and deeper
As your
cold brightness heart
Seems like
a ghost in a men’s eye. ..
Echoing
doubts, a maze in circles,
Shadows
playing hide and seek.
An absent
yesterday,
Where naked
scars don’t have time to heal completely…
Broken and
insane without a happy ending,
Blind and
upset living a lie…
You never
intended to run away?
Fulfilling
white pages with good intentions?
Echoing
doubts, a maze in circles,
Shadows
playing hide and seek.
An absent
yesterday,
Where naked
scars don’t have time to heal completely…
Endless
days waiting for a new rise,
To forget
all those lonely existences
A new
color, a new figure, a new beginning,
A control
panel without a remote control…
André Castro
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
(Re)Painting a Wall of Illusions
The rain
decided to fall
And the blue
sky, while upset, turns to grey.
The unloved
ones are sipping on it
No one leaves…
they want it all…
(Rain
Sounds)
The contradictory
movement of the blind cities
Consists in
a blurry waterfall full of unconscious failures
Only the
brave ones have the delight to make a bridge of new light hidings,
And what
was been constructed is meant to be unbroken!
(Rain
Sounds)
Denied
reasons, turns tears into crystals
And on the
shadow of the highway
A heartbeat
is speeding up
The moon…
is taking away her disguise to bless the sun…
(Rain
slowing down, rise of a new day…)
André
Castro
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Demagogo das Epístolas Brancas

Fonte
Castelo amarrotado em papel,
Sintomas em cascas de mel.
Esboços de traços faciais,
Que comece todos esses jogos triviais!
Pensar em permanecer,
Na matutice do nobre demagogo.
O brilhante das epístolas brancas,
Na sobreposição da falácia sobre a modéstia.
Sujidade crescente em poças de lama,
Acetato invisível em cacos de vidro.
Corte de papel ofegante,
Suor lacrimante de pele.
Mesura de espaços ocos em planícies ricas de sede,
Sede de fotogénese, síntese de qualquer coisa.
Qualquer coisa em construção interrompida,
Qualquer coisa em deflagração excessiva…
André Castro, Fevereiro/Junho 2014
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O Inocente Das Tiras de Papel

Em silêncio caminha o inocente,
O aprendiz rebelde das tiras de papel.
Envolto no manto branco dá aso,
Aso a peripécias em desconstrução de silabas.
Ruas pequenas de luzes fundidas,
Escuridão abafante em tons de suspense.
Caminhos incorretos de respiração ofuscada,
A introversão de um pulo e da dita alegria.
Ahhh!
Edificados pilares do ser em interrupção,
O soldar de vértices em jeito de configuração!
Reticências sem espaço,
Atitudes sem exclamação!
O pisar em inúmeras calçadas húmidas pelo mar…
Mar delicioso defronte do destino mimado de ternura.
Ausência de doce voz gera magnetismo de sensações concebidas pelo toque,
E vejo rabiscos no meu caderno, expressões
não caligráficas, mas sentidas de coração
E complementa melodias em tais espaços sem compreensão,
E com todas as frases acabadas em “ão” proíbe-se de ouvir um
não!
Seus passos vagueiam em perfeita sintonia,
Com a luz do luar e pesante sina…
E lá continua…
Siga em frente e troca o passo.
Encantador de espanto,
O desmistificador de todos os santos.
André Castro
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sábado, 18 de janeiro de 2014
Une Maison Blue - Poetry Among The Shelf
There was a poem
Between her eyes
an electric silence
made a perfect no-named sense.
Outside the poem
lives life itself
her skin above me
a strong song upon a dream.
A noite está sentinela
e a musa despe o seu rosto
nua, querendo em nós um posto
somos o mocho nos seios dela
para nos lembrarmos
do vulcão da sabedoria.
com o melhor,
faço-te feliz;
com o tudo,
fico sem nada...
- o núcleo da sabedoria.
You are the poem
among my tongue
a boundless story
lies inside our finger-trees.
Outside this poem
lives life itself
my love inside your
opens Poetry among the shelf.
Lyrics and voice: Gavine Rubro
Guitar: Pensador Lunar (André Castro)
Between her eyes
an electric silence
made a perfect no-named sense.
Outside the poem
lives life itself
her skin above me
a strong song upon a dream.
A noite está sentinela
e a musa despe o seu rosto
nua, querendo em nós um posto
somos o mocho nos seios dela
para nos lembrarmos
do vulcão da sabedoria.
com o melhor,
faço-te feliz;
com o tudo,
fico sem nada...
- o núcleo da sabedoria.
You are the poem
among my tongue
a boundless story
lies inside our finger-trees.
Outside this poem
lives life itself
my love inside your
opens Poetry among the shelf.
Lyrics and voice: Gavine Rubro
Guitar: Pensador Lunar (André Castro)
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Escritas,
Maison Blue Songs,
Writings
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Cortes Suspensos* I

(I)
Tropeço na calçada portuguesa originária dos instintos racionais do ser humano,
Divago em pensamentos contraditórios com o cenário
coincidente das tonalidades expostas nos quadros surrealistas.
Entoa vozes tremidas de um lado e de outro,
Mas.. por mais estranho que pareça há inexistência de
caruncho, e a leveza de uma pena...
E sinto-me como uma personagem de ficção!
Mas não! Sou real!
Sangue circula em mil e uma velocidades,
Motor orgânico falha em limar suas arestas e extremidades,
Ora estou, ora não estou, ora finjo estar.
Confesso!! Fujo em abraçar a realidade,
Ela é negra e suja,
Imagino contornos de vermelho,
Nódoas de sangue por onde calco o meu pé..
Pessoas aleatórias, o mesmo contexto, um deficiente
capitalismo.
E sempre o raio do mesmo disco,
Aquele que harmoniza mas não convence.
Por entre as gotas de chuva que borrifam minha face,
Algumas são colaterais, e não somos perfeitos não!
E amar sem pensar no status social?
(II)
E sufoco nestas chamas sem cinza,
Sem sinais de fumo auxiliante,
Abraçado em paredes brancas e com nódoas!
Em perfeita desordem e incapaz de encontrar a chave que
coincide com a arca dividida pelos hemisférios equilibrados do miolo.
(…)
E em miolos de pão, rezam as fábulas que um pequeno jovem
desenhava o seu trajeto para poder orientar-se na ruela hipnotizante…
Ruela que sacudia os medos afastava os abutres e fantoches
de sua rotineira.
Ruela adjuvante do destino enigmático que cruzava todas as
curiosidades por desvendar com adversidades picantes que seus ossos se faziam
sentir.
(III)
Navegação psicadélica desadunada…
E tudo é nada e os indícios rupestres são tudo!
Castelo de areia ergue-se em rochas húmidas musgosas,
Pétalas de rosa abatem o cio do tempo.
Risos malandros do gato fadista emergem no piano sem som,
Sombrosos arrepios engolem o suor das premissas em
reticências.
E tudo mantém a sua essência, gulosa por nacos de
inspiração,
Com recheio de apreciação sem analogia,
Perdida em espaços de lama, onde os boémios querem tudo
menos fama.
Caverna dos tesos, sítio dos enredos, sem recurso a
presunçosos de epistemologia negra,
Furacão de insígnias flutuantes no imaginário eloquente,
Com argumentos de sorriso em todas as frentes.
Tributos a Deus Baco às vezes em sinal de dilúvio,
Apupos a ingénuos ociosos, os fura-vidas no tombar das
portas da perceção.
André Castro
*Partes de Escritas Imperfeitas
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Escritas,
Partes de Escritas Imperfeitas
domingo, 12 de janeiro de 2014
The Land To Discover
I drop the
ashes over the sea,
I saw
creatures that I want to always see.
I want to
ride a dolphin!
I want to
live in island!
Hidden from
the sad eyes from the society,
Free like
Robinson Crusoe in his glorious adventures.
Thinker
like Verne in his novels,
Smart and
careful like the true Homo-Sapiens in their hunting time.
Find a
tribe of indigenous,
Sages of
terrestrial culture!
Skilled
with the tools offered from mother nature,
Clinging to
time in desert atmospheres.
Be the
savior of the human intellect,
Be the
unknown immaculate in hours of battle,
Be the
provider backbone of all solutions,
Be the
spirit of the Gods in time of salvation.
Be Hercules
of the modern times,
And I’m
flying, yes! I'm flying...
André Castro
O Real É Uma Conversão De Desconserto

Recorda a ideia de futuro transmudado em presente
Despido tricolor em clima ausente
A bênção sem peso do eloquente diamante dos olhos abertos, dentro.
Quem dera que todo mundo fosse assim,
oceano de pedra aérea em chamas,
lúcido e tremendo...
Muitas voltas e contravoltas no trapézio de luz
nas metas entranhadas nos caminhos descalços do ser...
Fugaz nevoeiro, alimento combustível em peças de carvão,
Prossegue locomotiva com sonoridade distinta..
Tímpanos com zunidos,
Tacto mordaz e devorador,
A anti-anestesia, de contratempos com sensações infelizes de
azia
Quando foi perguntada a sagaz nuvem,
o bebível enlace das estrelas
regozijou-se no arrepio de uma pele genuína
pela ingenuidade
permanecida num rosto de asa.
Segue, segue, segue,
A cabeça move-se,
de olhos fechados,
louca,
moribunda,
titã em si...
Os dedos mexem autómatos,
qual pianista desenfreado no seio
d'um piano em chamas...
Os irmãos nus das pérolas brancas,
vivem dentro,
fortes, invencíveis,
na ostra do mundo todo.
E saltam as notas saltintantes,
melódicas e hipnotizantes
de mentes incoerentes..
ou não!
Abram os olhos..
colocai o manto invisível,
e tudo é vosso...
e tudo é nosso!
Nada de terra do nunca!
nada de riqueza moribunda,
celeste e primordial..
Seremos o Peter Pan do dia do amanhã,
na terra do hoje no palácio do real
e voaremos..
Juntai, juntai...
estamos em voo...
Supersónico sem ardor
do atrito questionado pela física
sem paranóias imaginárias de arestas incompletas
pelo falso "tu"
e pelo falso "eu"...
Pela mentira das nomeações excessivas
das rotinas baças imperceptíveis
do frívolo...
uma leve andorinha pousa nos nossos pés
– já na atmosfera terrena - e pergunta-te:
Conheces a escultura "Le Penseur"
de Auguste Rodin?
Desenhou um ser,
ser-se em meditação absoluta,
cravando com uma incontável capacidade interna,
a inapagável resolução das coisas simples...
Conheces?
Eras tu há pouco,
enquanto criavas,
defronte do barro branco
da vida...
Mas como adeptos de coisas únicas,
a nossa carapaça move-se pela alma viajante
e conhecedora
das artimanhas corporais e carnais incutidas...
Ela é única na dedução verbal e não verbal das fugas
intemporais circuncisadas no tempo e no espaço
de coisas lúgubres e agonizantes
a par dos seus antónimos e derivados.
Ela é a chama que sobressai através do suor em tua pele,
da minha pele...
Não tem asas...
mas não precisa realmente,
ela é e deixa ser o branco em clima negro,
o celestial em cenário louco
e varrido...
Ah!
e o cabal sentido da vida,
no seio do medo desvendado
sem réstia de ânsia que lhe possa caber.
Sejamos o não ter,
a volúpia sustenida num acorde ininterrupto de beleza,
metamorfose das facas invertidas ao inferno absorto
no prolixo em despensar
os momentos reais na inércia verdadeira
das existências habitantes em cada nome desverbalizado.
Na confusão das formas,
pequenos pixéis de sorrisos levam ao colo da configuração do
azul,
a nomeação do anis nos corpos nus das musas defronte.
Tosse um pateta na colina da nossa plateia,
e sorrimos de novo:
o ruído absorve-se-nos música.
A consciência pertinente de uma nuvem nos dedos,
com suas fendas e caudas,
suas sensualidades e sensações,
suas velas voadoras em trilhos de fúria invertida.
Somos a vida circunscrita nos horizontes.
O perfeito traço melancólico da arte
foge a uma interpretação egoísta e tão só...
anseia pelo rodopiar do andarilho sorridente
em busca da luz nas contrariedades da lâmina da espada.
andarilho que embala
na voz da musa abstraída,
embarca na jornada da sua estadia,
nesta terra tão intervencionista
sem resultados à vista
em prol da sua população
que é tão reticente na loucura
e na busca dos seus ideais!
Grito!
nesta peça tão muda e tão profunda...
pela facada sem corte,
pelo sarar sem melhoria
em forma de sina.
Galopo,
entre arbustos de estátuas inanimadas
em sintonia com a incorrecta circunferência da face
carente..
pela necessidade de uma correta abordagem,
pelo preenchimento da carência em falta...
Como as folhas de outono
sem cor e sem luz...
como uma moldura sem cor,
atacada pelo bolor do tempo renascente,
como um céu emundado pelas nuvens cinzentas
e pela teimosia da chuva ácida...
Mas faz o seu desenho e guarda as suas ferramentas..
guarda-as
pois, sem ousadias e covardia da dor sentida.
O pateta que se ri em terra perdida?
componho uma melodia
e vejo uma luva branca em direcção ao seu rosto...
e eu?
rio-me aparatosamente
e contento-me com a imperfeição dos animais racionais
imperfeitos
Poesia em estado bruto....
galopemos juntos,
então,
neste Pegasus
em trote sobre as alvoradas do peito...
Sim, gritemos!
HEY HEY HEY!
Lembras-te da viagem sobre o saco
que flutuava sobre a ribeira dos acasos?
Recordas a subtileza com que dedilhámos
a necessidade de cair na cascata
para saber como nadar,
saber como na água dançar,
saber como na água boiar,
saber como água: ser.
Lembras-te dos pontos de fuga
dos desenhos criados,
desconstruídos e recém-lançados
sobre a casa azul escrita a verde
nas emoções da aprendizagem mestre
do crescimento?
Alentas ainda
a bicicleta histórica com que acrobatizámos a coreografia
das resoluções intocáveis?
Eu sei, tu também...
Sim, gritemos!
Sim, HEY HEY HEY!
Sim, HEY HEY HEY!
E fora das falsas provações do ego
desvive um Baco em apupos de cio.
E em volta dos passos do sonho ramalhudo
nas pétalas do deslumbramento,
vive um firmamento de curiosidades atractivas,
imanes,
hímen fêmeo
puro
irreversível
ao seu amar.
Uma rajada de altivez ressoa falante
ao seu autor
porque entre ocaso e devoção
dança semicerrada em si,
a causa de tudo,
nervo em toque,
fogo em leque,
assunto que rebate
qual nada contra a corrente do expoente de tudo;
qual fragrância alavanca da noção física da alma
em simbiose
sem erro
humano...
Caminhei sobre o jardim de éden
e saciei a minha sede com as águas
não agrestes das suas fontes...
visualizei poetas de correntes literárias bebendo um copo de
vinho
em folhas de uva,
e rindo-se de factos ocorrentes..
Talvez pela minha timidez em atravessar tais portais
dourados
portando-me como um miúdo à procura de sombra
para analisar lugar tão místico...
Cocei minha fonte
e distraidamente embarrei com um fidalgo de ascendência
britânica...
Era William Blake
menosprezando a sua obra
e olhando em seu redor
à procura da caneta dançante,
a sua mais que tudo..
Deliberadamente retirou seus óculos cheios de dedadas
digitais
e mirou-me dos pés à cabeça...
Blake: - "Que pertinência..
temos um novo visitante que vai dizer que também escreve em
sintonia com as notas proclamadas de Mozart e polidas de Bach!"
Visitante: - "Não senhor (....)"
Blake: - "ahhhh e não sabe quem eu sou..
que infortúnio..
sou a luz de Morrison
e o motor do arquitectónico e seu braço direito...
Manzarek!"
Visitante: - "Oh... Sr. Blake!"
Blake: - (humpf...!)
e caminha ele pelo trajeto sob calçada de Da Vinci..
Visitante: (benze-se)
Blake: cite-se, visitante
A psicologia desdobra-nos em várias frontes,
segundo Freud e os seus seguidores
detemos o poder de adaptação,
o ser capaz de moldar a realidade no nosso terreno,
com as nossas "entranhas" bem abertas
a todo o tipo de fragrância ambulante e divinal...
a origem do "viver" constitui só por si uma -
poética nua debaixo de folhas salteadas pelo inverno perverso,
que agita a nossa pele
e assombra a nossa lucidez-
um ser em raciocino com cabeça,
tronco e membros...
guiados pelas premissas societais
fartas de farturas
para engordar os desajeitados e chamados ao poder.
E sim galopamos e dizemos
"Hey!! Hey!!!"
A estação sazonal que vigora nesta altura
beija as nossas fontes vitais e pensantes
cobertas por fios coloridos de cabelo genético
da nossa dinastia
e ser de nossa existência.
Como tal
veremos um túnel com seus atalhos e raízes espinhentas...
o nosso trabalho não será ignora-las nem irradia-las...
Não!
Será apenas com a leveza toda
de nossas particularidades
dar-lhes um pequeno ajuste e acorrentá-las
à nossa jornada galopante e jovial...
sim
porque teremos rugas
mas seremos para sempre jovens susceptíveis
de amarguras e tragos de sapos
verruguentos e indesejáveis..
Visitante: (benze-se)
Blake (foge)
O hermético descobre-nos em vários montes.
o filosófico detém-se de pus
sobre pedras de neurónios
em estrugidos retorcidos de fraqueza.
pus desinfectados...
pela Poesia!
Pelas estações todas no copo da luz das certezas.
A nossa pele
é o avesso da memória
porque a memória é presente
quando se trava o medo na varanda da ira.
Às vezes há gente que raciocina em hidras
só com cabeça e sem membros que façam chão.
Hey Hey Hey!
e Meia noite da Lua!
Os poetas entram na caverna solta
com uma borboleta nos dedos e um pássaro na boca.
Têm frio.
Aquecem-se na consciência indelével
que palpita.
E a falta de vinho
fá-los ser vinho
sem álcool.
Entrem,
Sejam bem-vindos à exposição da estima.
Antes da multidão
o núcleo
Antes da imensidão
o pó,
Porque praia sem paisagem
é miragem
porque miragem sem olho
é sonho,
porque o sonho
é desperto
quando se crê.
Entra...
VisitanteS: (benzem-se) (sorriem) (gargalham) (levantam os
braços, qual Wagner lúcido sem veneno) (e fecham os olhos, dentro)
André Castro & Gavine Rubro
Inédito
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Escritas,
Escritas em Duo
sábado, 11 de janeiro de 2014
A Caneta Sente, O Autor Escreve
Na interrupção do seu roncar.
Pela porta fora segue pelos arredores da cidade despida,
Empático com os poucos estranhos deparados na rua.
Agente estrangeiro em defesa da contrariedade,
Filosófico continuador de todas as linhas da estrada,
Sintonizador de imagens de cores realistas e presentes,
A audácia da sedenta caneta em prol do seu aristocrata.
Arcano persistente,
Oscilante entre o mundo físico e imaginário,
Na companhia de estranhas condutas inatas.
Que abafo de ar agradável e tão linear.
Em causa calcula a pureza patente,
Sentida e pernoitada em uma remota sensibilidade.
Apreensão? Reação? Tormento?
Artérias diferentes, paralelas e contínuas…
Prosseguidor de sentidos opostos,
Com pergaminhos complementares do seu parecer.
Ele abandona o altar exigente,
Sente e é filho de boa gente.
André Castro
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Escritas
Erro de Simbiose

União do Eu e do Ele,
Junção do Ele e do Eu,
Desenterro de artefactos inconscientes.
Farra de show,
Show de bola.
Encaixe de vocábulos em recreações sem nexo,
Banda sonora de ruídos,
Pateta permanece no topo da colina,
E a plateia despede-se sem cumprimento.
…
E fala, fala, e fala,
Dialeto físico para o ar.
Observação em labirinto sem igual,
Parece apreciar as correntes de ar.
E fala, e fala, e fala,
…
Silêncio por favor!
No meu mundo, no teu mundo!
Contento-me com as sombras apagadas do nosso ser.
Aqui, ali e arredores.
Silêncio por favor!
Aqui, ali e arredores.
Olhai para o céu coberto,
Ameaçado por Neptuno o Deus dos mares.
Silêncio por favor!
Introversão em tempos necessários,
Exaltação em sentidos contrários.
Recado ausenta-se em forma de nascente,
Presa em pano quente,
Afogado por películas linguísticas do parecer.
E o embrião de toda a criação?
E a prática de toda a arte?
Sonhamos pois… ok!
Sonhamos pois… ok!
E já agora, teoria sem prática?!
A teoria de embelezamento de contexto e espaço?
Acordai, Acordai! Por favor!
Ah ignorantes meus amigos!
Ignorantes minhas gentes!
Ignorantes minhas gentes!
Teatro em local próprio,
Ação em tempo real.
Oh! Sejamos a nossa identidade!
Não de papel! Não de crachá!
Sejamos a essência dos ancestrais!
Sejamos a essência dos ancestrais!
Dos artistas! Desde poetas a performers!
Viremos a todas às direitas e porque não umas quantas esquerdas?!
Viremos a todas às direitas e porque não umas quantas esquerdas?!
E viva às antíteses!
O tudo é nada!
Os gestos falam..
Os gestos falam..
E a conversa continua…
André Castro
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Haja Luz!

Tão distante, e tão perto.
Olhar vadio, desnudo e tão só.
Que arrepio atravessa minha pele!
Íris espreguiça-se e reivindica luz..
Essa luz que,
Ilumina todas as sombras ocultas,
Premeia o pensamento através da ação,
Clama palavras nuas e mudas.
E... haja luz!
Tudo acontece ou deixa acontecer,
Com tonalidades para tingir o cinzento teimoso,
Sem normas para alternar o tempo e o espaço,
Tendo singularidade para provar alguma originalidade.
E… haja luz!
De forma a provar os pós celestiais de inspiração,
Levitar e deixar de estar preso ao chão,
Ser característico e tocar no canto do azul…
Haja Luz!
André Castro
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Configuração De Fragmentos

O que nos coloca mudos,
Entre tornados de palavras e gestos,
Os sorrisos disfarçados conseguem ser audazes,
No desenrolar perspicaz da pessoa perícia!
Abastado em manto refletor,
Seus dedos bailam, seu olhar vagueia,
Seus membros dançam, sua audição aguça,
Deambula na sala de cores e deixa tocar uma silenciosa melodia.
Sim… uma silenciosa melodia…
Cheia de tons e meios-tons!
De colcheias e semicolcheias!
Abriremos as portas da perceção às novas ideias!
E…
Sim! Fugiremos do confuso labirinto!
Sim! Cavaremos o sentido inverso das palavras!
Quebraremos o espelho maroto!
Brindaremos à inocência em bicos de pés!
Sejamos nós e só nós…
André Castro
Entre tornados de palavras e gestos,
Os sorrisos disfarçados conseguem ser audazes,
No desenrolar perspicaz da pessoa perícia!
Abastado em manto refletor,
Seus dedos bailam, seu olhar vagueia,
Seus membros dançam, sua audição aguça,
Deambula na sala de cores e deixa tocar uma silenciosa melodia.
Sim… uma silenciosa melodia…
Cheia de tons e meios-tons!
De colcheias e semicolcheias!
Abriremos as portas da perceção às novas ideias!
E…
Sim! Fugiremos do confuso labirinto!
Sim! Cavaremos o sentido inverso das palavras!
Quebraremos o espelho maroto!
Brindaremos à inocência em bicos de pés!
Sejamos nós e só nós…
André Castro
29/11/2013
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Escritas
The Breakthrough Of The Misunderstanding Time

Each time i have different tones of dreams,
I organize their kinds of hues,
Wondering when my wings will won freewill,
To fly to somewhere else searching for hope...
Looking for a:
A landmark of fate,
A stripe in my own land,
A unborn wake-up,
A stone lime in the respective place.
So:
Let's finish the prohibited signs,
Let's paint them and throw them to the sky,
Let's ask to a cloud to raise us,
And yes! Let's slide the rainbow!
Respecting my nature,
Everything I see will come true.
Follow me in this journey!
Our feet in time will be seen and not forgotten.
The breakthrough of the misunderstanding time...
André Castro
I organize their kinds of hues,
Wondering when my wings will won freewill,
To fly to somewhere else searching for hope...
Looking for a:
A landmark of fate,
A stripe in my own land,
A unborn wake-up,
A stone lime in the respective place.
So:
Let's finish the prohibited signs,
Let's paint them and throw them to the sky,
Let's ask to a cloud to raise us,
And yes! Let's slide the rainbow!
Respecting my nature,
Everything I see will come true.
Follow me in this journey!
Our feet in time will be seen and not forgotten.
The breakthrough of the misunderstanding time...
André Castro
2013/15/11
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